Breves - Pará - Norte - Brasil
A voz de um Marajó que produz saberes
A voz de um Marajó que produz saberes tem por intuito promover a articulação dos textos acadêmicos e/ou literários produzidos, sobretudo, no Campus do Marajó-Breves
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Breves, uma cidade cheia de encantos
Breves: entre o presente e o passado
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
A MULHER SUPERSTICIOSA
Nos Fins da década de setenta, Breves era uma cidade pequena rodeada de matas, seus moradores levavam uma vida simples e pacata, qualquer novidade que acontecia, era comentada por todos por vários dias e a mais conhecida era sobre uma mulher coberta de andrajos que perambulava pelas ruas, com o olhar perdido no espaço, horas falava palavras desconexas, em outros momentos gritava horrorizada: parecia que seres infernais a perseguiam.
Diziam que sempre fora uma mulher estranha. Tinha os cabelos compridos e negros, nariz adunco e olhos estrábicos. Quem a conhecia falava que era cheia de superstições. Não limpava a mesa depois das refeições para não desagradar a mãe da miséria, contava ela que: sempre a meia noite almas penadas saiam do cemitério em procissão e iam até a igreja matriz, levavam nas mãos em lugar de velas, ossos que queimavam deixando no ar um fedor nauseante, se algum desavisado estivesse na rua e visse o inusitado cortejo, transformaria-se também em alma penada.
Nenhuma criança da redondeza mexia nas frutas de seu quintal: tinham medo de ficar com a pele manchada, pois seu pomar era curado dizia ela. Toda a segunda feira à tarde, ia ao cemitério, só voltava de lá quando o dia começava a se misturar com a noite. Contava padrinho Domingos que certa vez voltando de um de seus passeios da segunda, a mulher começou a dar gritos pedindo socorro.
A vizinhança correu para vê o que estava acontecendo entraram e viram a pobre mulher encovada em um canto da sala: com olhar esbugalhado dizia entre palavras entrecortadas que havia um fantasma no quintal. Alguns curiosos mesmo com medo foram verificar o que estava acontecendo nos fundos da casa.
O espanto foi geral, pois no varal um lençol dançava com uma brisa morna de verão a luz do luar. Então, a partir desse acontecimento a pobre mulher nunca mais voltou a ser a mesma.
Mariúza Carvalho: produzido em 16 de agosto de 2010
Nos Fins da década de setenta, Breves era uma cidade pequena rodeada de matas, seus moradores levavam uma vida simples e pacata, qualquer novidade que acontecia, era comentada por todos por vários dias e a mais conhecida era sobre uma mulher coberta de andrajos que perambulava pelas ruas, com o olhar perdido no espaço, horas falava palavras desconexas, em outros momentos gritava horrorizada: parecia que seres infernais a perseguiam.
Diziam que sempre fora uma mulher estranha. Tinha os cabelos compridos e negros, nariz adunco e olhos estrábicos. Quem a conhecia falava que era cheia de superstições. Não limpava a mesa depois das refeições para não desagradar a mãe da miséria, contava ela que: sempre a meia noite almas penadas saiam do cemitério em procissão e iam até a igreja matriz, levavam nas mãos em lugar de velas, ossos que queimavam deixando no ar um fedor nauseante, se algum desavisado estivesse na rua e visse o inusitado cortejo, transformaria-se também em alma penada.
Nenhuma criança da redondeza mexia nas frutas de seu quintal: tinham medo de ficar com a pele manchada, pois seu pomar era curado dizia ela. Toda a segunda feira à tarde, ia ao cemitério, só voltava de lá quando o dia começava a se misturar com a noite. Contava padrinho Domingos que certa vez voltando de um de seus passeios da segunda, a mulher começou a dar gritos pedindo socorro.
A vizinhança correu para vê o que estava acontecendo entraram e viram a pobre mulher encovada em um canto da sala: com olhar esbugalhado dizia entre palavras entrecortadas que havia um fantasma no quintal. Alguns curiosos mesmo com medo foram verificar o que estava acontecendo nos fundos da casa.
O espanto foi geral, pois no varal um lençol dançava com uma brisa morna de verão a luz do luar. Então, a partir desse acontecimento a pobre mulher nunca mais voltou a ser a mesma.
Mariúza Carvalho: produzido em 16 de agosto de 2010
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